Menu





De Moura/LP

Uma Lição de Vida - De Moura - 23Out2017 22:36:27
Já não sei se é pelas noites de lua cheia, ou se das chuvas ácidas que caem pela manhã. O certo, é que num sopro vindo do nada, certas almas são espicaçadas com veneno, sem se darem conta do transe maquiavélico, que apeçonha seus poros, bloqueando estes de se verem livres das impurezas. Se vai mesclando lentamente com as químicas sentimentais, perfidamente cegando-lhes a visão. Disfarçadamente acontecendo amiúde nestes últimos tempos de grande agitação. Aconteceu um caso, que andou de boca em boca até chegou ás teclas do teclado, daquelas máquinas isentas de cérebro mas portadoras de uma memória extraordinária.

O facto relatado, é sobre duas Senhoras, que em tempos passados sua amizade fazia brotar as mais gostosas gargalhadas entre sorrisos de girassóis virados ao alto. Inesperadamente algo aconteceu com as duas senhoras. Uma apeçonhou a alma, e seu nome é Inveja. Já a outra adoeceu, e seu nome foi Bondade.

Uma amizade que parecia ter raízes bem assentes na profundidade da terra, se inunda soltando os entrelaços num dilúvio desesperante, incompreendido. Deixando-se arrastar e devorar por sentimentos malditos, a Senhora Inveja deixa-se possuir. Até então, uma Senhora a ser perseguida como ídolo. Tudo começou quando a Senhora Bondade resolveu colocar traves à vida, depois de ter adquirido um dos sonhos da sua longa lista, uma própria habitação. Sofrendo as consequências, a sua vida social. A frequência das suas saídas se limitaram, seus trajes adqueridos até à data se mantiveram por longas épocas. Moderando com maestria suas economias expandindo assim o adubo. A senhora Inveja que já à muito contava com um castelo só seu, não mostrou grande alforria por sua amiga obter o seu próprio cantinho. Pelo contrário, ouve um certo desequilíbrio ou até mesmo o ruir de palavras em tom sinistro, contra a Senhora Bondade. Em seu lugar, a Senhora Bondade, não deu grande importância ao facto acontecido, apesar de o ter sentido. As sinistras passagens não ficaram por aqui.

Outrora, as duas Senhoras foram conhecidas como um par de flores vindas da mesma haste, seus gostos, pensamentos, até os sentimentos, jorravam o mesmo polen. Obviamente a haste se quebrou, cada flor desabrolhou-se em direcções distintas. Para a Senhora Bondade a ruptura desta amizade ficou-lhe longe de ser compreendida, numa antipatia esgotada do nada, corrompida. Por outro lado a Senhora Inveja se cegou de tal maneira com o egoismo, que deixou filtrar em si o desencanto da arrogância e rancor. Foi de tal maneira cruel, que deixou sua amiga morrer, da isolação da sua presença.

A Senhora Bondade malignamente adoeceu, cancerosamente enraizada não resistiu. Uma grande magoa a acompanhou na sua partida. Não podendo despedir-se de sua querida amiga. Durante o estado penoso da doença da Senhora Bondade, a Senhora Inveja afirmava que ela não estava tão grave assim, que eram somente gestos para chamar atenção de todos. Ser o centro dum pedestal, altaneiramente. Durante a fase terminal de sua amiga, resolveu ir passar férias até uma praia. Numa das manhãs de relaxamento junto à piscina do hotel, recebe um telefonema; alguém a informou da morte da Senhora Bondade...

Hoje, a solitária Senhora Inveja dedica-se há horticultura, com uma dedicação fora do comum. É na Primavera que ela se encanta, com o manto de girassóis estendido naquele vale da morte. Ela costuma dizer que os girassóis são anjos de luz, protectores das almas cegas.

A morte de sua amiga tocou profundamente sua alma. Algo, talvez uma mão sacudiu o pó que intoxicava sua alma podre, deixando entrar novamente uma luz poderosa de sentimentos aveludados. A inveja tronou-se solitária dos monstros peçonhentos da arrogância e egoísmo. Dando lugar à humildade, com a mente sempre atenta para possíveis inimigos. A Senhora Inveja, viveu o resto de sua vida tentando abrir luz, aqui e ali, com os seu predilectos girassóis; envergando sempre a capa da inveja, com orgulho. Não foi esta que queimou os laços de amizade. Naqueles distantes dias de amor e carinho que foi nutrido na amizade das duas Senhoras, a tal inveja era saúdavel, balanceava a extrema bondade da Senhora Bondade.


Maio 24,2009, feito para os 7 Pecados




Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=122742

Os
teus
seios

Abro neles as
janelas

os
lagos de cânfora de uma
lua

as
estrelas em
degraus
no
Sol

diamantes os
rios
Suaves
Bebo nos teus
Lábios

Amor

No
teu
coração
com as luvas nos dedos
as lágrimas cortam
as
Rosas

A lua
o seu gosto de nascer entre as
Flores com as
crianças em pequenos barcos
de seda

Agora que
partes
as linhas dos balouços
são cravos em
Mim

Uma
pedra de ouro toda num
agrafo
arrancarei
aos cristais que me
cegam

Nunca

das
tuas mãos se
desfaz

a
estrela que te
Pedi

Amor

O
destino é verde nas penas

Todas
as flores saem-me
do
coração

Para Longe

Nos poentes Nas
tuas mãos

Antes que
Partas

Amor

Selada mirada
Na almofada do meu
berço.




Foi um prazer imenso fazer este dueto com o meu querido Poeta Trigo. Obrigado Eugénio por quereres repartir a tua misteriosa poesia com a modesta da minha. Me sinto honrada!

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=121451

Eleva-me nas espirais do vento
No sopro invisível de seu corpo.
Retoma-me em teus braços
Nas folhas do teu mosto.

Alegra-me nas ternas manhãs
De Outono,
Aquelas que o vento soprou
E nunca mais retornou.

Ergue-me ao alto
Para tocar na ponta do castelo
Seu reino se desmoronou
Quero semear as violetas
As que outrora o vento levou.

Distingue-me entre as ervas daninhas
Sou aquela simples coisa
Que radia certa luz,
Oculta a todos os olhos
Somente à alma reluz.

Tira-me a venda dos olhos, já!
Não sou capricho!
Nem bicho!
Quero estar nua como a lua
Como o dia que cheguei a este mundo.

Serei alma perdida? No meio de escombros náufragos?
Não, não sou!
Sou caminhante, entre o vento culminante.
Eternamente amortalhada,
Esquecida dentro desta grande muralhada.

De todas as inteligências das mais antecipadas às mais ancianas
Dos tempos passados, aos de hoje, aos que virão amanhã,
Somente existe um segredo.
Um símbolo,
Um ponto em comum,
Um que vale por tudo e todo.

UM, bater de coração,
UMA, morte,
UM, único interesse comum neste mundo nu.
Ultimato certo e cru.
Desvendar o segredo que se leva dentro de nós.
E esse é simplesmente nosso “AMOR.”



Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=119831

Não chores a minha morte
Não chores aquando a minha partida
Porque não me fui...
Me encontro no vento que sopra do Norte
Sou o sol a cada manhã no despertar
Na escuridão da noite sou luar a brilhar
Não chores a minha partida.
Só é a dor da saudade que pendura
Onde sempre estarei de olho em ti.
Não chores ... Porque não me fui...
Estou nas recordações guardadas nos teus olhos,
Estou nas gargalhadas retidas no eco existente em ti,
Não me fui... Estou aqui...
Sorri!
Escuta o lírico canto do rouxinol
Num timbre musical poderás apanhar meu rodopio.
Não chores a minha morte
Estarei sempre a teu lado
Em cada passo teu
Em cada gesto desenrolado
Nas tuas decisões
E até nas tuas paixões.
Somente dói a saudade.
Quando a saudade te doer,
Coloca a mão no peito,
Fecha os olhos,
Deixa-te levar...
A lembrar nossos momentos de mimos e abraços
Recordar cada passo e etapa que traçamos juntos
É tudo uma memória presente, para sempre.
Não chores a minha morte, não chores a minha partida
Eu não me fui.
Sorri!
Estou aqui a teu lado, meu amor.


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=114974

Alguém me ama - De Moura - 23Out2017 22:36:27
Alguém me ama
Com loucura.

Alguém me ama
Sem nunca se ter revelado a mim.

Alguém me ama
No silêncio.

Alguém sente por mim algo que jamais alguém poderá sentir
E isso se chama amor.

Alguém me ama
Incondicionalmente.

Alguém me ama
Sem eu nunca ter que lhe demostrar meu sentimento.

Alguém me ama
Nas noites frias e nos dias de calor.

Alguém me ama
E sempre me respeitará.

Alguém sente os meus sentimentos de dor
Não me vira as costas e isso é amor.

Alguém me ama
E sempre me amará

Alguém me ama
E quererás tu saber quem tanto me ama.

Alguém te ama
A ti também.

Quem me ama tanto assim
É...
Alguém sou“Eu”



Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=114266

É Um Novo Dia - De Moura - 23Out2017 22:36:27

Sorrio de dentro para fora as gargalhadas apresadas
Se estende um longo e fino vestido de noiva a meus pés
Num mergulhar de sonho ouço as gaivotas a cantar.
É um novo dia, numa alvorada de calor.

A sensualidade duma sereia na sua dança do ventre
Aos olhos de ninguém!
Arcanos dourados na concha segredam
Neste mar da partida do oceano do adeus
Voltarei um dia para te segredar meus desejos.

Lábaro de fitas que esvoaças num delírio
Na sombra dos lírios dos teus olhos.
Irão as manhãs cinzentas de Outono
Resplandecer os ramos da cina( árvore das Arábias)?
Revestir de suave algodão acalentando o coração.

É à margem de um rio que se espelha a sensação
É um novo dia, sua continuação...

Se abrem flores da imaginação num lago de gelo
Que não passa de ser uma inspiração.
São quentes as águas escorridas num corpo são
Numa alma pura sempre canta a canção,
Será fado ou uma oração?
Não! É somente aquela canção.
Num novo dia sempre haverá certa agitação.


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=113158

Despeço-me De Ti - De Moura - 23Out2017 22:36:27


Despeço-me de ti, com lágrimas
Não, não são das saudades
São meramente tormentos alinhavados
O final nunca ficou escrito...

Despeço-me de ti, com amargura
Não, não estou contra ti
Simplesmente apanhaste-me de surpresa
Nas redes do dia-a-dia, onde nunca me inclui.

Despeço-me de ti, com migalhas de alegria
Não, não estou derrotada
Somente apedrejada pelas areias que atravessei
Mas, ainda alcanço ver a ponta do arco-íris.

Amanhã, é outro dia, mais um dia...
Onde quero alcançar aqueles sonhos de menina
Quando hoje já sou uma mulher
Perdidamente, perdida no questionamento do “EU.”

Amanhã, é o dia de que tanto tenho esperado
Renascer do que nunca foi viver
Pegar nos retalhos e farrapos
Desenhar o tapete com a essência do meu amor.

Amanhã, é o dia de colocar a esperança a trabalhar
Viver plenamente o dia-a-dia que resta na borla da vida
Tocar nos portões arrojados sem precipícios
Espalhar em aguaceiros todo o meu amor.

Viver loucamente como nunca vivi.



FELIZ ANO NOVO 2010 A TODOS!!!


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=112442

Não aguento mais olhar a tristeza dos teus olhos
As lágrimas vertidas cheias de dores.
Não aguento mais a provocação dos meus pecados
Um flagelo aos nossos corações.

Ai amor, se eu podesse borrava o passado imortal
Este que está a levar-te a um mundo abismal.
Ai amor, perdoa as minhas falhas desabafadas
O passado só foram fantasias desvairadas.

Agora, é o nosso presente, um futuro á nossa frente
Quero que olhes o meu amor adentro
Ele toca forte no meu peito, por ti, disto podes estar tu ciente.

Perdoa as minhas falhas, amor
Por favor.
Quero que nosso amor seja decente, ardente.


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=112380

Utopia de Amor - De Moura - 23Out2017 22:36:27
Renasço a cada dia
Com lágrimas floridas
Colhendo suas pétalas uma a uma.
Retalho cada passo dado
Numa história que é só minha.

Vivo dentro duma utopia de amor
Não querendo sair ao real que é uma dor.
Viajo nos sonhos em asas de fantasia
Acordando o silêncio dos gritos de alquimia
Numa fantasia que é só minha.

Alago meus desejos num prado seco
Nas colunas erguidas a preceito.
Cavalgo livremente sobre a maresia do vento
Cobrindo-me de amor somente
Numa maravilha que é só minha.

Além de histórias, fantasias e maravilhas
Fica a promessa de um novo dia
Arrebatar o coração dos outros
Para a minha grande utopia de amor
Numa esperança que é só minha.


DESEJO A TODOS VOCÊS UM FELIZ NATAL E ANO NOVO 2010!!!


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=111445

Olá 2,

És par! O meu par ideal.
Por certo és aquele número favorito, o meu.
Sabes, hoje quando o sol me tocou o rosto e meus olhos virão outro dia de luz, cheio de vida por aí afora, me perguntei o quanto de especial tinha este dia, nada encontrei. Mas algo me dizia que este dia era diferente dos outros, especial. Então, liguei este aparelho, que tem sido uma constante companhia minha nestes últimos anos, o meu computador.
Aí, não sabes o que encontrei, para minha surpresa, quase esquecida. Encontrei-te a ti, os 2’s anos feitos nesta casa de poesia, onde me encontrei comigo mesma à 2 anos atrás. Talvez não saibas, mas de alguma forma escrever e ler estiveram sempre presentes na minha vida. Aí, nos tempos das cartas, perdia-me nelas, só por vergonha e não querer chatear mais as terminava sem querer terminar nunca. Talvez te perguntes porquê cartas e não outra coisa qualquer, como poesia, contos e diários. Bem, poesia para quê, se ninguém a lia. Não quer dizer que nunca a tivesse escrito, mas conforme a escrevia a deitava fora. Admirada? Sim, é verdade! Sabes, o que escrevia eram como que segredos, minha alma gritava e como remédio para acalmar seu fulgor eu rabiscava em qualquer papel, em qualquer língua, ia pela maré da inspiração do momento. Quando falo em qualquer língua não quer dizer que sou uma linguística, não, nada disso. É que eu como deves já saber sou Portuguesa, mas como tudo nesta vida tem um mas, não vivo, e pouco conheço o meu país, Portugal. Ah, mas minha alma e coração são lá que moram apesar de meu corpo ter navegado por ali e acolá neste mundo afora. Como vês as cartas escritas por mim eram lidas a rigor, que remédio! Agora, troquei as cartas por outros meios de comunicação mais avançados.
Como por magia, sem procurar, nem pensar, encontro-me a escrever a tal poesia guardada no meu coração e alma. Aí 2, mas sabes lá tu, às vezes quero escrever algo e não me saí, depois só saí erros, esta língua portuguesa tem uma gramática complicada. Paciência, é o que não me falta por isso vou aprendendo devagarinho. Não imaginas o que tenho aprendido, ui bué!rsrsrsr...
Já me perdi!... Eu não digo, as cartas levam-me a desencontros, mais parece uma massa fiada de tagarela.
Caramba, isto é uma carta sim, mas para homenagear-te a ti, 2, e já andava extraviada por cantos e montes.
Como disse ao princípio és o meu número de eleição. Como número favorito comecei aqui a remexer no meu cérebro nem imaginas o que eu encontrei. Bem que meu instinto não se enganou, quando me cantou que era dia especial, se encontrava já escrito algures, lá isso estava. Não é que este dia de 2 anos se junta aos meus anos em múltiplos 2’s, 42, 2+2=4 e outro 2 se junta, feitos também no dia 20, lá estás tu, 2. Depois vem aí mais, se encontram comigo 2 lindos tesouros, uma parte de mim sagrada, meus filhotes. Ah, e em 2 meses precisamente em Fevereiro, que também é 2, irá brotar mais 2 por aí afora, não é que faço 20 anos de viver fora do meu país que tanto adoro.
Não sei se estás a tragar agora este meu alvoroço por te homenagear, hoje a ti ó, 2.
Sabes o que penso, talvez nem seja bem pensar mas sim, a grande esperança que se debruça a mim. Acho que este novo ano, com tantos 2’s a rondarem-me irão-me proteger e abrir novos caminhos e lutas.
Que dizes 2?
Olha só o tamanho desta carta, era simplesmente para te homenagear e onde isto foi parar.
Bem, que sejas uma constante em minha vida porque desde que conheci os números tu sempre fostes o meu número predilecto, 2.
Como uma mania sempre me despeço com beijos, e não vou agora mudar só porque é a ti a carta dirigida, 2.

Por isso muitas beijocas doces daqui desta amiguita
Cinita.


PS. Uma última recordação, abandonei meu país, Portugal, quando tinha 2 anos, e fiz minha filhota abandoná-lo com os mesmos 2’s.


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=110580